sexta-feira, 17 de julho de 2015

HOJE É FESTA: 10 anos de Cia. As Marias

HOJE COMEMORAMOS 10 ANOS DE CIA.AS MARIAS!!! 

NEM CONSEGUIMOS ACREDITAR QUE CHEGAMOS A UMA DÉCADA DE CAMINHADA PELAS RUAS. SURPRESAS DO TEMPO . . .

E QUEREMOS COMEMORAR PELO RESTO DO ANO POIS SÃO TANTAS HISTÓRIAS, AVENTURAS, DESVENTURAS, TANTAS AS PESSOAS QUE CONHECEMOS , TANTAS OUTRAS QUE CONTRIBUÍRAM CONOSCO, MUITAS PARCERIAS, ALEGRIAS, CRIAÇÕES, DIFICULDADES, DÚVIDAS, RISOS, LEMBRANÇAS, DESEJOS. 

DEZ ANOS JUNTAS,  SENDO CÚMPLICES DE UMA VONTADE SINGULAR QUE COMEÇOU COM ESTE TELEFONEMA NUMA NOITE DE 17 DE JULHO DE 2005 . . .





 . . . numa conversa ao telefone na qual Cibele Mateus e Cristiane Santos depois de muito tricotar e choramingar, resolveram criar uma companhia em que pudessem desenvolver uma pesquisa sobre o teatro de rua.



Cris
Feliz aniversário Cibelão!


Cibele 
Obrigada Cris.

(Aqui começamos a choramingar e fofocar sobre diversos assuntos, em especial o teatro).


Cris Sabe qual é a minha vontade? É de ter um grupo só com mulheres, dá menos trabalho.(Momento feminista)

Cibele Então vamos montar um grupo só com mulheres!
E vamos sair desse palco Italiano. Nessa cidade só quem vai ao teatro é a nossa família e nossos amigos, não dá!


Cris Vamos montar uma companhia mambembe, tipo “A viagem do capitão Tornado”, ir em busca de um artista completo, que canta, dança, é circense e interpreta.
Como disse o nosso amigo Milton Nascimento “Todo artista tem que ir onde o povo está”



Então surgiu a companhia que recebeu o nome “As Marias”.


*

                                                Oi Nóis aqui travéiz!!!!







sexta-feira, 3 de julho de 2015

Resultado da Rifa do Arraiá

E dessa vez foi nome de flor: DÁLIA. 
A vencedora foi a Danielle, historiadora que conhecemos na Reunião para formação da Teia dos Pontos de Cultura do ABC. 


quinta-feira, 2 de julho de 2015

"A festa não é para se consumir- mas para depois se lembrar . . ."


. . . É que eu preciso evocar Guimarães Rosa. Ele é quem acompanha-me neste de-vagar divagarim divagante devaneio:  

“A festa não é pra se consumir – mas para depois se lembrar…”

Guimarães conta A Festa de Manuelzão, é lá que ele me ensina sobre a FESTA. Nós insistimos neste estar na Praça, reinventando-a com o Arraiá, ritual do ciclo junino. Viver o rito é viver a repetição da origem, a promessa do novo divino, do mundo menino, brincante e celebrante. Não é São João menino com seu carneirinho que está nos mastros erguidos pelo Brasil afora-adentro?



"A festa é a interrupção do trabalho cotidiano. Pois “trabalhar é se juntar com as coisas, se separar das pessoas”. Então existe a festa. Deixamos as nossas vacas, galinhas, roças (e computadores) para estarmos disponíveis apenas às pessoas. Cada um vai querer se mostrar no seu modo mais encantador – por isso há roupas especiais, cabelos ou joias, mas também as falas bem colocadas e a facilidade do sorriso, o gostar um pouco mais de quem está conosco na trajetória. É um jeito de lembrar que, dos milhões de lugares do mundo, calhou de eu viver aqui; das bilhões de pessoas viventes, são essas dezenas que constituem a minha humanidade. São “os vizinhos de todas as veredas, o mundo”."
(trecho amigo de http://outraspalavras.net/oca/2015/06/29/guimaraes-rosa-especula-sobre-o-ato-de-celebrar/)

O Arraiá das Marias, esta festa que oferecemos para fechar a Programação Cultura. Br 2014-2015, vai sendo recontado nas imagens:



















Quantas estórias não percorreram esta noite? Quantas pessoas ajudaram a realizar esta festa? 

"Porque a festa é esta clareira para a qual cada um traz a sua estória, é um encontro de fios de vida que de repente se emaranha e forma linda teia reluzente. O conjunto de amigos e familiares não são vidas em teia que podem escolher brilhar juntas? A boa festa reflete esse brilho, faz passar acima do difícil da vida, nem que seja por uma noite, para ganhar a força que o afeto partilhado produz. “A ver: ô mundo, esta vida, quando descansa de ser ruim, é até engraçada.”"
(fonte: http://outraspalavras.net/oca/2015/06/29/guimaraes-rosa-especula-sobre-o-ato-de-celebrar/)

Meu pai Dalvio que montou a fogueira, o fogo que reune-nos em roda, e deu as indicações de como montar as bandeirinhas para enfeitar a noite.

Minha mãe Maria que fez a boa comida para alimentar e esquentar a todos, conhecidos e desconhecidos.

Seu Gabriel que cedendo a energia elétrica fez a aparelhagem gentilmente emprestada da ONG Pró-Circo funcionar, o que nos cedeu duplamente a musica e a dança.


O casal de vizinhos e as crianças e jovens do calux que ajudaram, junto com a Carol Haylen,  a decorar a praça, trazer escada, aparelho de som,enfeites, vassouras, mesas. . . 

Os amigos que doaram os ingredientes da canjica e da pipoca: Celso Ohi, Ricardo, a Cida e o Fernando (amigos da Ong Casa Transitória),  Claudinha Regina (que também ajudou na cozinha), Evelyn, Célia e tantos outros que contribuíram comprando a rifa e complementaram os comes e bebes. 


Nossa gratidão a todos que acreditaram e ajudaram a construir esta festa para todos. Naquela noite a Praça celebrou todos os encontros que acontecem quando a invenção e amizade faz a aliança entre o HumanoEu, HumanoTU HumanoNós. 

Viva a tudo que aprendemos e plantamos no Cultura.BR e que as flores venham no tempo certo!

Cada qual conta tua estória e esta eu conto assim . . .


Patrícia Santos